quarta-feira, 28 de abril de 2010

Música na Idade Média

Musica Medieval:







Grupo:Bruna Roberta
Gabriella Barbosa
Gabriela Bernardes
Paolla Silva






Música na Idade Média :

A música sacra, em sentido restrito (e mais usado), é a música erudita própria da tradição religiosa judaico-cristã. Em sentido mais amplo é usado como sinônimo de música religiosa, que é a música nos cultos de quaisquer tradições religiosas.
A expressão foi cunhada pela primeira vez durante a Idade Média, quando se decidiu que deveria haver uma teoria musical distinta para a música das missas e a música do culto, e tem em sua forma mais antiga o canto gregoriano. A música sacra foi desenvolvida em todas as épocas da história da música ocidental, desde o Renascimento (Arcadelt, Des Près, Palestrina), passando pelo Barroco (Vivaldi, Bach, Haendel), pelo Classicismo (Haydn, Mozart, Nunes Garcia), pelo Romantismo (Bruckner, Gounod, César Franck, Saint-Saëns) e finalmente o Modernismo (Penderecki, Amaral Vieira).
Assim como surgiu, associada aos rituais primitivos, a Música também evoluiu
ao sabor das necessidades inerentes à cultura e à sociedade medieval. Houve, assim, um propósito de inovação.
Sabe-se que no passado, os guerreiros antes dos confrontos com as suas tribos rivais, faziam rituais apelando aos deuses que a batalha lhes corresse bem, utilizando a música durante o ritual e ao mesmo tempo com danças ao ritmo do som. De certa forma podemos dizer que a ‘’batida’’ foi criada por este bravos guerreiros e com os seus rituais, já que a mistura dos sons e das vozes eram a ‘’melodia’’ do ritual. A música era então um elemento imprescindível para os guerreiros na Pré-história.
Há uma pequena divisão: música Sacra e a música popular, nesta aparece os trovadores e menestreis. Na música Sacra o destaque ficou com o Papa Gregório Magno, que introduziu o Canto Gregoriano, que é caracterizado por uma melodia simples e suave, cantada por várias vozes em um único som.Já música popular , o destaque fica com trovadores e menestreis.
No início da Idade Média, todos cantavam tanto a música sacra como a profana ou secular (não religiosa) na forma monofônica.
Na idade média a música era muda, isto é, não existia conceito de tonalidade. Só mais tarde, no séc. IX, apareceu a polifonia – música para várias vozes em simultâneo. Ainda nesta etapa,séc. IX – XIV, começa-se a atribuir nomes às notas musicais. Desenvolve-se o “Cantochão“, conhecido também por “Canto Gregoriano“, que se caracteriza por ser um conjunto de melodias cantadas, sem acompanhamento musical, muito usadas nas missas, tendo-se tornado, naquela altura, música oficial da Igreja Católica Romana. Para além disto, surge a chamada “notação neumática“, uma espécie de escrita musical, que servia apenas como auxiliar de memória. A Idade Média é considerada a época dos trovadores, poetas-compositores de música trovadoresca, nomeadamente a “cantiga de amigo”, acompanhada pelo alaúde. No século XI surge a pauta e, no final do século XII aparece a notação rítmica ou escrita musical. De entre os vários compositores destaca-se Francesco Landini, Guillaume Machaut e Martin Codax. No que concerne aos instrumentos, salienta-se o órgão, a flauta, a harpa, a trombeta e o alaúde.
A notação musical serviu no início apenas para auxiliar a memória de quem cantava, mas, ao longo dos tempos, tornou-se cada vez mais precisa. Numa fase inicial eram colocados pequenos símbolos chamados neumas.
Mais tarde e de forma progressiva foram introduzidas as linhas até se chegar ao conjunto das 4 que foram inventadas por Guido D’Arezzo, conhecido como sendo um grande teórico da música na Idade Média.
Mas, a partir do século XI, o uso da pauta tornou-se habitual.
Guido D’Arezzo: Teórico, professor e monge italiano que reformou a notação musical. Viveu em Arezzo muito tempo e daí vem o seu nome. Inventou a solmização e a “mão guidoniana”.




Instrumentos Musicais:

Saltério, Alaúde, Rabeca, Harpa, Flauta recta, Flauta travessa, Flauta dupla, Tambor Pandeireta
Aqui falaremos um pouco sobre a polifonia o canto gregoriano e os trovoadores.








A Polifonia:

As primeiras obras polifónicas surgem na alta Idade Média, ainda no ambiente profano, sob a forma de cânones. A prova mais antiga existente de uma tentativa para estabelecer regras na polifonia primitiva da música ocidental encontra-se num método publicado no Século IX com o título em Latim, Musica enchiriadis. A música religiosa desenvolve o estilo a partir dos organa. A maioria das músicas desse período até o início do período Barroco era predominantemente polifónicas. No século XX, a polifonia ainda conseguirá um grande destaque com a técnica dodecafónica criada por Arnold Schoenberg, onde ela volta a assumir um aspecto linear como os contrapontos renascentistas, em oposição à harmonia movimentada, também chamada de contraponto, vigente no século XIX.
O Canto Gregoriano:

Com o Canto Gregoriano assistimos ao fim da música como forma primitiva, ou seja utilizada apenas em rituais e comunicação, passando a ser mais elaborada e intelectual. O tipo de música mais antigo que se conhece é o Canto Gregoriano, que consistia numa única linha melódica cantada e sem qualquer acompanhamento. « Com o passar do tempo acrescentaram-se outras vozes ao Canto Gregoriano, formando o couro e as primeiras composições em estilo oral. «Sob forma coral, monódico e sem acompanhamento, o Canto Gregoriano é executado em uníssono mais ou menos numeroso (…)» (2). Estas cantigas, eram normalmente entoadas em Catedrais, ligando mais uma vez a música à fé, e neste caso a Deus, como dizia Paulo (Apóstolo): «cantando a Deus em vosso coração.». O texto era portanto, a razão de ser do Canto Gregoriano. Considera-se o Canto Gregoriano um marco importante na história da música medieval, na medida em que este rompeu com alguns costumes da época, nomeadamente costumes religiosos. «No Canto Gregoriano a música é dominada pelo sentimento religioso (…)» (3). A música e a religião sempre estiveram bastante ligadas, porém a união total de ambas acontece quando em couro, e nas Igrejas se entoavam cantigas, como uma maneira de apelar e rezar a Deus. «(…)além do Canto Gregoriano cantado nas igrejas, produziam-se na Idade Média muitas danças(..)» (4)

Trovadores:

Continuando a evolução da música, e após termos abordado o Canto Gregoriano, iremos agora falar acerca de um movimento que nasceu por meados dos séculos XIV-XV – os Trovadores. Trovadores ou movimento Trovadoresco é «fusão de elementos sociais, literários, linguísticos e musicais.» (2) Este movimento nasceu na Europa, mais precisamente m França por meados do século XIV. Este movimento é provavelmente aquele que mais influenciou a música no que ela se viria a tornar.

Os menestréis:

Os menestréis eram cantores, músicos e malabaristas que andavam de terra em terra juntamente com os saltimbancos. Visto que sempre o acompanhava.Eles tinham suas obras inspiradas em temas românticos ou feitos heróicos dos cavaleiros. Surgiram na França, por volta do século XI, de lá se espalharam para outras partes da Europa.

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